É preciso passar da teoria à prática na luta ao cancro, defende PSD14 JAN 10 às 01:12
O PSD defende que no ataque ao cancro é preciso passar da teoria à prática. O Parlamento debate esta quinta-feira um projecto de lei social-democrata para a criação de uma rede nacional de cuidados oncológicos.
A Assembleia da República vai debater, esta quinta-feira, um projecto do PSD para a criação de uma rede nacional de cuidados oncológicos.
O diploma avança uma alternativa ao organismo coordenador das doenças oncológicas que os social-democratas pensam não ser capaz de cumprir as metas definidas, uma incapacidade explicada com a excessiva dependência do poder político.
Uma estrutura mais autónoma e com mais competências garante cuidados mais rápidos e eficazes. É com este argumento que o PSD propõe a criação de uma rede nacional de cuidados oncológicos.
A deputada Rosário Águas defende que sejam incluídas nessa rede «todas as instituições prestadoras de cuidados de saúde desde que requeiram a sua adesão» e que mostrem que têm as condições para lá estar.
Depois, acrescentou, os doentes deverão poder «aceder a qualquer destas instituições que estão na rede desde que o seu médico responsável entenda que aquilo que é melhor».
O PSD defende que, com esta nova estrutura, todos os recursos médicos estarão ao dispor de qualquer doente oncológico em qualquer parte do país, até porque «há casos raros da doença que obviamente nem todas as estruturas podem ter capacidade de resposta», explicou a deputada.
As decisões em matéria de tratamentos e de entidades a incluir na rede devem ser tomadas de acordo com critérios científicos, advogou.
Por isso, o PSD não quer ver apenas o poder político representado nos órgãos de gestão, mas entidades como a Direcção~Geral de Saúde, a Ordem dos Médicos e associações de doentes oncológicos.
Se assim acontecer, concluiu Rosário Águas, estão garantidas as condições para que a doença oncológica deixe de ser o parente pobre da politica de Saúde e para que entidades publicas e privadas se candidatem à rede em pé de igualdade.
By: TSFCerveja para combater o cancro da mama e da próstata20 de Janeiro de 2010
Daniela Sá
Dizem que depois de um longo e difícil dia de trabalho não há nada como desfrutar de um bom vinho tinto. Se faz parte dos seus hábitos beber o tal como de vinho..pense duas vezes e equacione mudar para a cerveja.
Investigadores do Centro Alemão de Pesquisa do Cancro em Heidelberg descobriram que a cerveja contém uma molécula poderosa que ajuda a proteger contra cancros da mama e da próstata.
Encontrado no lúpulo, a substância chamada xanthohumol bloqueia a produção excessiva de testosterona e estrogenio. Ajuda também a evitar a libertação de uma proteína chamada PSA, que incentiva a propagação do cancro de próstata.
Os cientistas sabem há muito tempo que as substâncias no lúpulo ajudam a bloquear o estrogénio. No entanto, descobriram pela primeira vez que as mesmas substancias inibem a produção da testosterona.
"A investigação ainda está em testes iniciais, mas esperamos continuar a demonstrar que xanthohumol impede o desenvolvimento do cancro de próstata", disse a investigadora Clarissa Gerhäuser. Se bem sucedido, o xanthohumol pode ser desenvolvido como medicação de combate ao cancro.
"O lúpulo confere à cerveja o sabor amargo, portanto as cervejas tradicionais contêm muito mais dessa substância do que as cervejas light", explica Ben McFarland, autor do "World's Best Beers" (Melhores Cervejas do Mundo).
As cervejas com maior quantidade de lúpulo são as cervejas da Índia bem como as feitas pela Cervejaria Meantime em Greenwich, no sudeste de Londres. Fabricadas pela primeira vez em 1800, estas cervejas continham altos índices de lúpulo para agir como um conservante natural para a exportação.Bebidas como a Guinness devem ao malte a sua cor escura e contém níveis moderados de lúpulo.
Apesar dos benefícios da cerveja, lembre-se que só deve beber cerveja dentro dos limites recomendados - duas a três unidades por dia para as mulheres, de três a quatro unidades para os homens.
By: Notícias.pt20 Janeiro 2010
Saúde: Onze professores e funcionários adoeceram em quatro anos
Casos de cancro suspeitos no IADEOs onze casos de cancro em professores e funcionários do Instituto de Artes Visuais, Design e Marketing (IADE), em Lisboa, nos últimos quatro anos, alguns dos quais fatais, levantaram a suspeitas de ligação ao sistema de ventilação do Instituto.
Uma denúncia anónima, em 2008, motivou averiguações das autoridades de saúde públicas e da medicina do trabalho, que concluíram não haver uma relação de causalidade, mas recomendaram obras e a necessidade de mudança dos filtros de ar dos equipamentos de ventilação.
Jorge Espírito Santo, que preside ao Colégio de Oncologia da Ordem dos Médicos, considera o número de casos de cancro 'anormalmente elevado'. 'A taxa de incidência na população é de 3,5 por mil habitantes e aqui temos onze casos por 200. São precisos estudos epidemiológicos para saber se é coincidência ou se o problema está ligado ao edifício.'
O presidente do IADE, Carlos Duarte, dedicou parte do dia de segunda-feira a prestar esclarecimentos aos estudantes, deslocando-se de sala em sala. À porta do IADE, professores, funcionários e estudantes revelaram ontem ao CM pouca preocupação. Juan Camos, de 23 anos, é um deles. 'Fizeram investigações e não concluíram nada. Não estou preocupado.' A seu lado, Filipa Portela, de 18 anos, ficou descansada quando ouviu as explicações. 'O professor disse que os problemas de cancro não estão relacionados com o edifício, não estou preocupada.'
Os funcionários do laboratório de fotografia, Pedro Rodrigues, 35 anos, e Gustavo Medeiros, 29 anos, não perdem o sono com o assunto. 'Algumas pessoas com cancro nunca trabalharam neste edifício, duas tinham mais de 80 anos e uma terceira fumava dois maços de cigarros por dia', afirmou Gustavo Medeiros, garantindo que professores e alunos usam fatos de protecção quando manipulam os produtos químicos.
APONTAMENTOSAUTORIDADES ATENTASA Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo está a acompanhar a situação, depois de ter feito investigações.
POPULAÇÃO DO IADEO IADE tem 190 professores e 50 funcionários e conta com 1700 estudantes
By: Correio da ManhãFDA vai investigar perigo do bisfenol A para a saúde A FDA (Food & Drug Administration) vai rever a decisão tomada em 2008 que considerava o bisfenol A livre de riscos para a saúde. A entidade vai gastar 30 milhões de dólares para descobrir se o bisfenol A (BPA) pode causar cancro, doenças cardíacas e alterações hormonais, como já indicaram vários estudos, noticia o Globo.
Esta substância está presente em latas de refrigerante, embalagens plásticas de alimentos e em brinquedos.
Enquanto a suspeita não é comprovada, a FDA tenta apertar o controlo sobre o seu uso pela indústria, inclusive classificando-a como "substância em contacto com alimentos". Como nos EUA, o Brasil não impõe restrições ao uso do bisfenol.
“A preocupação americana é mais do que bem-vinda” diz o toxicologista da Universidade Federal Fluminense, Luiz Quirino. “O bisfenol A é um desregulador endócrino, tendo participação em problemas de tiróide e obesidade. É muito perigoso para a fertilidade humana, e a sua ingestão pode, a longo prazo, alterar os cromossomas.”
Nos EUA, o Instituto Nacional de Ciências para a Saúde e Meio Ambiente aumenta a lista de alertas sobre a substância, vinculando a sua presença a mudanças de comportamento, diabetes, cancro, asma e doenças cardíacas. E os efeitos do BPA ainda seriam transmitidos aos filhos de pessoas contaminadas.
Ainda há poucos meses, a Associação de Serviços aos Consumidores dos EUA realizou um estudo e alertou para a presença de altas doses do componente em biberões de plástico e no leite líquido industrializado.
2010-01-20
By: Portal de Oncologia PortuguêsOncologistas só aceitam fecho de unidades com menos de 150 doentes por anoO Colégio da Especialidade de Oncologia Médica da Ordem dos Médicos discorda do encerramento de centros que tratem menos de 250 novos doentes de cancro por ano, propondo que essa fasquia seja reduzida para o limiar dos 150 casos, avança o jornal Público.
Na passada terça-feira, o colégio analisou a proposta da Coordenação Nacional para as Doenças Oncológicas sobre os Requisitos para a Prestação de Cuidados em Oncologia.
No final da reunião, o seu presidente disse ao Público que o limiar de 250 casos constante no documento “não tem fundamento técnico e científico suficiente”, preferindo o colégio manter em 150 novos casos o limite mínimo “para considerar idónea a prestação de serviços de oncologia”.
Apesar de o colégio considerar que o documento “é genericamente bom e cria uma nova perspectiva na abordagem da doença”, Jorge Espírito Santo afirma que no entanto “precisa ainda de ser trabalhado e obrigatoriamente melhorado em alguns aspectos”. Outro ponto positivo é “o papel dado ao oncologista no trabalho de recuperação do doente”.
Mas também há críticas, sobretudo decorrentes de a Ordem dos Médicos (OM) não ter participado na elaboração do documento. “Deve ser a OM a determinar os critérios de qualidade da prática de Oncologia e a participar na elaboração de estratégias como esta e não servir apenas de órgão de consulta”, realça Jorge Espírito Santo.
O presidente conta que o colégio não fez qualquer votação sobre o documento, antes uma apreciação global e acredita que não é um trabalho acabado, até porque a OM “terá certamente muitas sugestões ainda a fazer”. Por isso mesmo, o colégio “enviará ao Conselho Nacional Executivo, nos próximos dias, uma análise com um parecer técnico fundamentado sobre o assunto”, acrescentou.
O documento da Coordenação Nacional traça um panorama que já é antigo: em Portugal há demasiados hospitais a tratar doentes com cancro – serão pelo menos 55 dispersos por todo o país, segundo o último balanço.
A justificação para encerrar os que têm menos utentes é o mesmo que foi usado para fechar serviços de atendimento permanente (SAP), serviços de urgência e maternidades: é preciso concentrar serviços para rentabilizar recursos, ao mesmo tempo que se tenta que o atendimento tenha maior qualidade.
2010-01-20
By: Portal de Oncologia Português